13/04/2017 16:18

A desconstrução e a construção

por Jornei Costa

A oportunidade para a construção do país se inicia no ponto da desconstrução. Os políticos e a política em estado de putrefação são mostrados sem véus. O congresso e o governo são colocados no banco dos réus. O contribuinte ou o cidadão assume o compromisso de avaliar e julgar, num processo coletivo, os políticos que integram congresso e o governo brasileiro. O episódio que vem a público expondo a contaminação disseminada de corrupção e atos ilícitos na Casa Legislativa e no governo em Brasília, coloca o Brasil na relação de países subdesenvolvidos mais corruptos, comparável com países de regimes ditatoriais pobres da África e da Ásia.

Esse panorama promíscuo dos políticos que integram o congresso e o governo brasileiro perde o poder moral de propor reformas em qualquer área que afete a sociedade brasileira. Isto, mostra que o modelo político em ação precisa ser desconstruído para dar oportunidade para que, num processo de evolução social e político, se crie um novo sistema político. O momento é ímpar.  Cabe ao cidadão de querer ver essa realidade e procurar entender o que está acontecendo com seus representantes. Há necessidade de fotografar-se o grupo de mafiosos que estão ajudando a destruir o país para que se possa excluí-los em momentos de eleições.

O comportamento do governo  de dizer que falta recursos financeiros para equilibrar as contas públicas começa a ter explicação, ou seja, de modo ilícito, direciona-se grandes volumes de dinheiro para as mãos de poucos: políticos, assessores e “amigos”, o que colabora para a criação do rombos no caixa da União.

Políticos e “amigos” apropriam-se de recursos de empresas públicas de produção de energia, de instituições públicas de financiamento ou financia-se obras fora do Brasil a partir de instituições, cujo ativo tem seu lastro formado  a partir do Fundo de Garantia e de Amparo ao Trabalhador (com remuneração ao trabalhador de 4 a 5% ao ano) com um único objetivo:  criar oportunidades para distribuição de propinas. Enquanto isso vende-se a ideia que a Seguridade Social é a grande culpada do deficit público.

Profilaticamente, abre-se a caixa preta dos desvios que eufemisticamente chamamos de corrupção e mostra que o problema não é de arrecadação, mas de destino e de administração da arrecadação do dinheiro. Ao entender e judicializar o problema endêmico da corrupção gera-se todas as condições para reconstruir um país mais saudável, menos doente.


Comentários

Digite abaixo seu comentário. Todos os campos são necessários.

Seu email não será publicado.
Seu comentário passará por moderação do administrador.
Evite abusos e xingamentos. Seu IP será guardado junto ao comentário.

Clima


Carregando...
Ops..

Não foi possível carregar informações sobre o clima.

Tentar mais uma vez
Hoje
Próximos dias